Yzalú e Shirley Casa Verde lançam o EP “Quântica” em parceria

O projeto visa enaltecer a amizade, o talento e a carreira de duas artistas que já selaram seus nomes na história da música independente no Brasil

 

Em uma parceria inédita, as artistas do cenário independente do Brasil, Yzalú e Shirley Casa Verde criaram o “Quântica“, EP de sensibilidade em uma junção contemporânea e histórica que visa o encontro da potência das energias, da exuberância feminina e sua força partindo de um olhar sensível e profundo de duas mulheres, pretas e artistas. As faixas já estão disponíveis em todas as plataformas digitais.

O EP é composto por cinco faixas, incluindo a música de abertura. Destaque para a faixa “Religare”, onde as artistas retratam os acontecimentos atuais, questionando o genocídio da população negra e os responsáveis pela morte da vereadora do Rio de Janeiro, Marielle Franco em 2018. A música deixa também o recado de que o amor é a única arma contra o sistema.

Com o estilo boom bap envolvendo a maioria das músicas, as melodias e vocais das duas artistas estão presentes em todas as faixas. “A Estrada” celebra os encontros, a troca de visões e admiração que as artistas passaram. Nesta faixa, Yzalú discorre sobre os ensinamentos recebidos de sua mãe, revelando a realidade de muitas mulheres, sobretudo as negras, que desde criança são ensinadas a serem fortes devido às suas condições/recortes na sociedade. Shirley Casa Verde com sua voz forte e marcante afirma em suas rimas rasgadas que as pessoas que não sonham tornam – se sem metas e sem vida. Cria da rua, mãe de duas filhas e dois netos, Shirley superou o pessimismo alheio e embarcou nesse sonho.

O novo trabalho também conta com participações especiais de mulheres importantes na cena do rap nacional como Cris, integrante do grupo SNJ, Gaby Nyarai, responsável pela Batalha Dominação e Meg Predrozzo, do grupo The Monkey´s THC. O trio faz participação na faixa “Rainhas da Noite”, que fala sobre boas vibrações, energia, ancestralidade, natureza, rua, caminhada, amizade e irmandade.

Em “Ovelha Negra” Yzalú e Shirley apontam as conquistas, citando alguns nomes como: Djamila Ribeiro, Nátaly Neri e Gleice (ganhadora do BBB 18), exaltam as mulheres que contrariam a normatividade imposta pela sociedade no propósito da sua própria liberdade e com isto acabam sendo definidas como “ovelha negra”, um famoso dito popular para quem não segue as regras.

Produzido por Sem Grana e gravado no estúdio Rec Livre em Carapicuíba – São Paulo. Além de escrever as canções a dupla também escolheu todos os instrumentais. Yzalú assina a direção artística e executiva através do selo Nave Maria, e Shirley Casa Verde assina a direção musical e a preparação vocal do projeto.

 

Sobre Shirley Casa Verde:

Shirley Casa Verde, moradora da Zona Norte de São Paulo, fundadora do espaço Cultural Cinescadão, mãe, avó e amiga e assim que ela se apresenta, é integrante do grupo de rap Cagebê desde 2000, é uma das maiores cantoras do rap nacional e com dois álbuns lançados “Lado beco” e “O vilarejo” ao lado do grupo Cagebê, lançado em parceria com o consagrado DJ KL Jay integrante do grupo de rap Racionais MC’s, tem se destacado com a sua voz potente e marcante. A cantora e (MC) Shirley Casa Verde tem um repertório próprio com músicas inéditas de autoria própria embaladas por reggae, rap, jazz, funk e soul e alguns clássicos do grupo em qual faz parte. Suas músicas abordam temas sociais que circulam desde o universo feminino a denúncias contra abusos de autoridade e agressão contra a população negra e periférica. A artista carrega em seu DNA o gênese provocativo do rap brasileiro em sua essência.

 

Sobre Yzalú:
Yzalú é cantora, rapper, compositora, violonista e intérprete oriunda de São Paulo. Com 14 anos de carreira, inovou no cenário independente ao apresentar seu primeiro álbum intitulado “Minha Bossa É Treta” lançado em 2016 onde ousou e experimentou de ritmos desde Rap, passando pela MPB, Samba Jazz e Afrobeat, com ótima repercussão rendendo-lhe alguns prêmios. É a primeira cantora no Brasil a utilizar a sua “deficiência física” como ferramenta artística conscientizando e quebrando paradigmas. Realizou trabalhos para APPLE e SKOL, foi eleita duas vezes uma das Mulheres Negras mais influentes do país e atualmente vem preparando o segundo trabalho. Ganhou pela segunda vez consecutiva o prêmio de artista mais acessada pelo site Palco MP3, e com enorme aceitação da crítica pelo seu trabalho assim como reconhecimento de importantes artistas como; Elza Soares, Marina Lima, entre outros.